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Tenho postado alguns assuntos informativos aqui, sempre consultando profissionais. Mas semana passada uma assunto se repetiu durante vários dias nas minhas conversas e por isso, dedico hoje um tempo nesse blog para reflexão e conversa entre mães.

Já faz tempo que decidi que queria ser “mãe dos meus filhos”. Eu poderia escolher não ser, afinal tenho respaldo da sociedade pra isso: trabalho fora, estamos num novo século, quero dar uma vida “melhor” para os meus filhos, participo do sustento a família, e por aí vai…Poderia passar um dia inteiro aqui listando justificativas para eu “terceirizar” a criação dos meus filhos. Mas eu não vou fazer, pelo simples fato de não concordar com isso.

Para mim, filhos precisam de mães. Por mais que doa a nós mesmas, e por mais que seja sacrificante essa responsabilidade, eu não me convenço do contrário. Mães e pais, precisam estar presentes (quase sempre no sentido literal da palavra) na criação de seus filhos. É com a presença dos pais e de seu envolvimento na família que os filhos vão saber por onde ir.

Há 3 anos me casei de novo, e Vitório trouxe para a minha casa algo que eu buscava e não conseguia fazer: realizar refeições à mesa, conversando. Isso mudou o comportamento das crianças e trouxe o diálogo entre nós. É ali que sabemos dos acontecidos, que rimos, que choramos, que sonhamos. É depois do jantar que ganhamos abraços e piadas! Confirmamos que a mesa é o lugar onde devemos nos encontrar, falar sobre nós… alimentar nosso corpo e nossa família. Essa mudança dentro da minha casa é só um exemplo de pequenas decisões que podem aproximar a família.

Estou falando sobre isso sabendo o quanto vou ser rebatida, pois há muitas situações adversas que motivam o afastamento de filhos e pais – muitos nem chegam a estar próximos ao longo da vida. Mas estou pronta.

Estou pronta porque meu coração não pode ficar mais triste do que está em relação a tudo que tenho assistido e ouvido: Crianças sozinhas, morando numa casa cheia de gente; Filhos pobres de vida, vivendo em meio à riqueza; Meninos e meninas se tornando bandidos diante da inércia de seus pais.

E acredite, também sei da possibilidade disso acontecer com os meus. Não me iludo. Mas não vou conseguir levar essa culpa, não vou dormir com isso! Não vou terminar minha vida me perguntando: onde eu estava que não vi o que aconteceu?!

E mais, não vou entregar os pontos agora só porque dizem que essa geração não tem jeito. Enquanto viver, não vou desistir. E sei que vou sofrer! Mas prefiro praticar e espalhar a esperança por aí!
Tenham esse sentimento, ele gera movimento, mas tenham atitude também. Peguem as rédeas da vida de seus filhos enquanto for possível.

Não é fácil agora e não foi para nossos pais – graças a eles estamos aqui! Então, vamos assumir nossa parte, vamos escolher nossos filhos, vamos lutar por nossa família!

Boa semana!

Um Comentário, RSS

  • Gislanne

    fala sobre:
    12 de abril de 2016 at 12:51

    concordo muito! Exatamente isso. Se queremos um futuro melhor, com pessoas melhores, temos que nos dedicar aos nossos filhos. Minhas recordações mais lindas da infância são dos almoços de domingo, todos juntos, comendo e gargalhando. Também são dos dias de chuva, quando eu e minha irmã, com medo dos trovões, corríamos para a cama de nossos pais e lá encontrávamos uma cama quentinha, proteção e amor.

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