Home > Eu sou #MãePraSempre > Eu Sou #MãePraSempre / Por Juju Couto Sardenberg
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Escolher o tipo de parto nem sempre é uma opção para as mães. Apesar de ouvirmos falar sobre este ou aquele, muitas vezes é difícil a mãe ser autora do momento do parto.

Particularmente, eu acho que acima da polêmica entre partos naturais ou cesarianas, está o respeito a cada mãe.

Minha amiga de faculdade Juliana Couto Sardenberg contou sua experiência na chegada do seu amor Benjamim e permitiu que eu compartilhasse com vocês. É emocionante!!!

“Estava louca para compartilhar a minha experiência de parto com vocês!
Eu sempre quis parto normal, mas durante a gestação fui lendo e me identificando com o universo da humanização, e mais pra frente em especial, o parto domiciliar.
No início eu ficava meio em cima do muro. Fiz meu pré-natal com um obstetra que não sabia dessa minha opção. Aliás, nem todos podiam saber porque se as pessoas me oprimiam só porque eu dizia que ia ter normal, imagina se eu dissesse que seria domiciliar!
Mas quanto mais o tempo passava, mais certa eu e meu marido estávamos dessa escolha. Oramos muito, pedimos a Deus pra colocar as pessoas certas no nosso caminho, e ele colocou.
Na quinta, 24 de Março, eu estava dirigindo de manhã pro pilates e senti uma cólica que durou 3 quarteirões. Pensei, vou pra casa ou não? Decidi ir pro pilates. No fim das contas, pensei, um pouco de exercício iria ajudar… rsrsrs. Mas depois não senti mais nada.
No dia seguinte, sexta 25, comecei a sentir cólicas a cada 10, às vezes 20 minutos. Estavam bem irregulares e não sentia dor. Fiz contato com a minha parteira, Gabi, e com minha doula Aline Gondin, que estavam no Rio e, de longe, eu ia passando as informações do que estava acontecendo para elas.
No sábado, 26, as contrações continuaram engrenadas e algumas delas já vinham trazendo uma dorzinha junto. Eu passei a noite monitorando as contrações. Não conseguia dormir direito também.
A essa altura a fotógrafa Chaynala também já sabia do que estava acontecendo, mas eu disse q ela podia vir quando o parto tivesse mais avançado.
A Gabi (parteira) chegou no domingo, dia 27, com todos os aparatos – cilindro de oxigênio, equipamento para ouvir o coração do bebê, luvas etc.
Ela deu um tempo pra gente, ficou no quarto de hóspedes enquanto eu e mozão estávamos na sala com luz baixa, eu de calcinha e camiseta sentada na bola de pilates e ele no sofá atrás de mim com o violão. Nós estávamos la adorando ao Senhor e agradecendo a ele por aquele momento,cantando a música Jesus at the Center, de Israel Houghton (eu amo!). Nos beijávamos, cantávamos, fazíamos carinho um no outro. Que clima gostoso! Nós estávamos decididos a fazer aquilo com o Senhor presente conosco. E Ele estava! Mais tarde a Aline (doula) chegou também.
A Gabi e meu esposo colocaram a piscina no nosso quarto e encheram com água quente, no balde, e ferviam água na panela pra ficar quentinha.
O trabalho de parto engrenou, as dores foram ficando mais fortes, mas nada que eu não pudesse suportar. Entramos noite a dentro, com contrações longas a cada 10min. Tive dilatação, estava indo tudo bem, mas ele não nasceu no domingo. Estávamos lá firmes e fortes, trabalhando a dor, tentando aceita-la.
À noite a Chay chegou para fazer o registro daqueles momentos. A essa altura todo mundo se revezava pra dormir um pouco, comer alguma coisa, e eu la. Não conseguia comer, estava muito focada, mas também cansada. Dormia profundo entre uma contração e outra.
O domingo passou, a segunda-feira chegou, dia 28, e a minha vocalização suave em “aaaaa…” já tinha virado uns gritos muito doidos!rsrsrs. Eu pensei “vou deixar o meu lado animal primitivo agir! Vou fazer qualquer coisa nesse momento!”. E meu irmão liga pra saber o que estava acontecendo! “Sua irmã tá parindo! Mas não explana. A gente não contou pra ninguém!”, disse meu esposo.
Passamos a segunda assim. Eu pedi a Gabi pra me fazer o toque, era o terceiro que eu pedia. E durante a contração ela fez o toque e eu estava com 10cm de dilatação, mas o Benjamim ainda estava alto. Tentamos pensar no que poderia estar atrapalhando o Ben descer e eu não encontrava nada. Às vezes eu não queria me despedir da barriga, ou o meu inconsciente, ou o próprio Ben que não queria se separar de mim.. Não sei! Gabi sabiamente me deu duas opções, ou continuar ali tentando ou ir para o hospital. Estávamos exaustos, eu mais ainda, meu corpo tremia todo, eu não comia e não dormia há alguns dias.
Então, muito triste, decidi ir para o hospital. E Deus também cuidou de tudo! Minha doula e meu esposo entraram comigo no centro cirúrgico! Eu terminei o trabalho de parto normal em 35 minutos, com analgesia e ocitocina. Não deixei que me fizessem episio, eu lacerei muito pouco. Logo o Ben estava nos meus braços. Acabou! Eu não aguentava mais. Na verdade a dor nem era tanto o problema, mas sentir a dor sem ter nenhuma perspectiva de avanço estava sendo frustrante de mais pra mim!
Não me arrependo de como aconteceu. Eu planejei algo e no final saiu um pouco diferente, mas acredito que fizemos nossas escolhas com prudência.
Em um dia eu vivi os dois mundos, de um lado eu estava em casa,com luzes baixas, essência de canela no ar,ficava na posição q me sentia melhor,eu era respeitada, ninguém tinha pressa…por outro, eu estava num centro cirúrgico onde pessoas entravam e saíam a toda hora, deixavam a porta aberta, e eu lá, de perna aberta! Me senti péssima, mas não me surpreendi.
Enfim, não foi fácil, mas fico feliz porque eu pari! Dei a luz a um bebê super lindo, calmo e saudável.
Ter passado por esse processo com pessoas que me deram muito apoio foi fundamental. Meu esposo que ficou juntinho a cada contração, ele foi muito parceiro, apesar do nervosismo rs, a Gabi e a Aline foram espetaculares! Ficaram à vontade aqui em casa e me deixaram a vontade também! A Chay com suas fotos lindas, postura super profissional. Nós rimos, brincamos, mas nos meus momentos de dor eu era suuuper respeitada. O silêncio chegava e elas só me amparavam. Que ambiente maravilhoso!
Desde a semana 39 meu médico já falava em induzir o parto. Morri de medo. Quando completei 40 semanas, continuei me consultando com minha parteira, ouvíamos o coração do bebê e ela fazia outras avaliações pertinentes! Benjamim nasceu na hora dele! Com 41 semanas e 2 dias, 51 cm, 3.385kg!
Agradeço a Deus por ter cuidado de todos os detalhes. Estamos muito felizes!”

Juju também é #MãePraSempre.

Essas fotos lindas são da fotógrafa Chaynala Moret.

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One Comment, RSS

  • claudenici Ferreirs Pontes!!!

    says on:
    7 de abril de 2016 at 14:12

    Linda decisão!!!!!
    Parto normal é maravilhoso! Minha primeira filha foi de parto normal!
    Me emocionei muito com sua experiência. Parabéns pela confiança no Senhor!!! E, parabéns pelo lindo filho!

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